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Post: A GRANDE VIRADA

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Quando a família chega ao Grupo de Apoio, vem em busca de soluções imediatas que possam aliviar as suas dores, seus medos, suas culpas e, principalmente, todas as dificuldades que a Dependência Química e o Alcoolismo geram dentro da família.
A proposta de Amor-Exigente, na sua sabedoria, entende que a família não está pronta para fazer mudanças, tomar decisões e agir, por isso, durante 6 meses (do Primeiro ao Sexto Princípio), o Amor-Exigente “cuida” e “prepara” a família para resgatar valores e recursos (emocionais, físicos e financeiros), mudar comportamentos e assumir posições claras e definidas. Só então a família estará “pronta” para a Grande Virada na sua vida.
A Tomada de Atitude, que não cai do céu e não acontece da noite para o dia, é um processo complexo, que exige coragem, preparo, ação, orientação e apoio.
Eu considero o 7º Princípio Básico o mais difícil de ser vivenciado, porque a partir do momento em que chegamos ao Grupo de Apoio, tomamos conhecimento da nossa doença e da doença do outro; bem como as suas consequências, e por meio das partilhas é mostrado caminhos que nos enchem de Esperança, Fé e Coragem, rumo a uma vida com qualidade para todos. Diante disso, temos a RESPONSABILIDADE de assumir posições claras e definidas, sem medo, sem culpa, sem permissividade e facilitações… Realizando o que precisa ser feito, sem dó do outro ou de si mesmo. É somente por meio da ação que o Programa de Amor-Exigente se torna operante e eficaz.
A beleza da nossa proposta é que na “Fase Preparatória” adquirimos consciência e internalizamos que nenhuma atitude pode ser tomada em um momento de descontrole e raiva, pelo contrário, toda Tomada de Atitude precisa ser coerente, pensada, avaliada e transmitida com firmeza e segurança de que não voltará atrás na sua decisão. Precisamos perseverar, pois o retrocesso no cumprimento das regras colocadas deixará o outro com um comportamento pior do que o que ele já estava desenvolvendo dentro de casa.
Não importa o tamanho da atitude, depende da situação, do momento e daquilo que a família está em condições de realizar. Seja ela grande ou pequena, vai gerar uma crise na qual o dependente usará todas as armas da manipulação, das promessas e ameaças para enfraquecer e desencorajar a família, por isso, é importante que todos falem a mesma linguagem e saibam administrar a crise com serenidade e sabedoria. O único risco que corremos na tomada de atitude é de dar certo, porque errado já está.
Na tomada de atitude percebemos a nossa “restauração” diante de si mesmo e do nosso Criador e redescobrimos a nossa capacidade de lutar e superar desafios, lutar com Amor e Exigência, com Fé, Coragem e Sabedoria para não permitir que a dependência química leve os nossos filhos.
Por Carlinda R. da Cunha Lana, Coordenadora Regional de Santa Helena de Goiás/GO – edição n° 202 da REVISTAE – Julho/2016.
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